O que Cremos

A Segunda Igreja Batista em Aracaju apresenta a seguir aquilo em que cremos como igreja. Todas as nossas crenças estão fundamentadas nas Escrituras Sagradas e abaixo serão apresentadas de maneira simples e condensada. Nossa intenção é que elas sejam aprofundadas ao longo do tempo no ministério de ensino de nossa igreja.

Cremos que as Escrituras – Antigo e Novo Testamento, nos originais Hebraico e Grego – são inspiradas por Deus, verbal e plenariamente (2 Timóteo 3.16), sem nenhum erro (Mateus 5.17; 22.31-32; João 10.35; 17.3; Romanos 3.4; Gálatas 3.16) . Cremos também que as Escrituras que possuímos hoje foram preservadas por Deus, tendo Ele guiado os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido. Por fim, cremos nas Escrituras como nossa única regra de fé e prática. Cremos que Deus é espírito imutável pessoal que subsiste eternamente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, o que também podemos chamar de trindade (Isaias 48.13-16; Mateus 3.16-17; João 4.24;).

Cremos também no Seu caráter Santo (Levítico 19.2; Isaias 6.3; 1 Pedro 1.15-16; 1 João 1.5), Justo (Salmos 11.7) e Amoroso (Isaias 63.9; João 3.16; 4.8; Efésios 2.4; 1 João 4.16), que exige de nós santidade, retidão e resposta ao Seu amor.

Cremos que Jesus Cristo é o filho unigênito de Deus (João 3.16), Deus verdadeiro e homem verdadeiro (Romanos 9.5; Filipenses 2.5-7; Colossenses 2.9), gerado e não criado (Colossenses 1.15); concebido pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria (Mateus 1.18,20-23), com o propósito de redimir os seus escolhidos entre os homens, tirando-os de seu estado de perdição para si mesmo por meio da sua morte na cruz (Atos 2.23; Gálatas 3.13; 1 João 2.2; 4.10).

Cremos ainda que Ele ressurgiu no terceiro dia após seu sacrifício na cruz (Mateus 28.6; 1Co 15.4), foi visto por várias pessoas, inclusive por seus discípulos e por mais de quinhentas pessoas (Mateus 28.9-10; Lucas 24.36-43; João 20.11-17; 1 Coríntios 15.6), foi elevado ao céu (Atos 1.9), hoje está à destra de Deus (Hebreus 10.12) e voltará para buscar os que Ele redimiu (Mateus 16.27; Atos 1.11).

Cremos no Espírito Santo como pessoa (1 Coríntios 2.10-11; 12.11; Efésios 4.30) e divindade (Gênesis 1.2; Salmos 139.7; Lucas 1.35; João 14.16; Romanos 8.15; 1Co 6.11; 2 Pedro 1.21), que procede do Pai e com o Pai e o Filho é também adorado (Mateus 28.19; Atos 5.3-4). Age hoje por meio da atuação na consciência do homem e no testemunho da verdade divina, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8-11). Cremos também que Ele habita na vida dos seus escolhidos, quando estes respondem ao evangelho, garantindo-lhes a salvação eterna (Efésios 1.13-14).

Cremos na existência dos anjos como seres espirituais, que possuem intelecto, emoções e vontade (1 Pedro 1.21; Lucas 2.13; Judas 6), como criaturas de Deus (Salmos 148.2-5), criados para servirem os Seus eleitos (Lucas 15.10; 16.22; Atos 8.26 12.7; 27.23-24; 1 Coríntios 4.9; 1 Timóteo 5.21;Hebreus 1.14; Judas 9).

Cremos na existência de Satanás como uma criatura (Ezequiel 28.14), como ser espiritual (Efésios 6.11-12), como pessoa moralmente responsável (Jó 1; Mateus 25.41), como adversário de Deus (Gênesis 3.15; Mateus 2.16; 4.1-11; 16.23; João 8.44) e dos seus eleitos (Mateus 13.38-39; Atos 5.3; 1 Tessalonicenses 2.18; 1 Coríntios 7.5; Efésios 6.11-12; Apocalipse 12.10). Cremos também que sua atuação no mundo é homicida, mentirosa, acusativa e adversária, não permitindo que os homens vejam a luz de Deus (João 8.44; 2 Coríntios 4.4; 1 Pedro 5.8; 1 João 3.8; Apocalipse 12.10).

Cremos que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27) e que, por decisão própria, ele se distanciou de Deus (Gênesis 3.6). Este distanciamento caracteriza o pecado que foi transmitido a todos os homens (Romanos 3.23; 1 Coríntios 15.22), tornando-o incapaz de buscar a Deus (Romanos 9.16) e, assim, estão todos sujeitos à morte e à condenação (Romanos 6:23).

Cremos que o pecado é caracterizado pela violação das leis e mandamentos de Deus e também por qualquer coisa que seja contrária ao Seu caráter (Isaías 6.3). Cremos que o pecado entrou no mundo a partir da desobediência de Adão, sendo imputado a cada membro da raça humana (Romanos 5.12) e que é realidade na vida dos crentes (1 João 1.8-10).

Cremos que os resultados disso são:

  • Perda de comunhão com Deus (1 João 1.6);
  • A disciplina de Deus (Hebreus 12.6);
  • E, em alguma circunstância, a morte física (1 Coríntios 11.30).

Cremos também que, por meio da intercessão de Cristo, da palavra de Deus, do Espírito Santo e da confissão, o crente pode se prevenir contra o pecado (Salmos 119.11; João 17.15; João 7.37-39; 1 João 1.9).

Cremos que a salvação é iniciativa da graça e misericórdia de Deus, manifestada por meio de Jesus Cristo, seu único Filho (João 3.16), não havendo nada que o homem possa fazer.

Cremos que Deus realizou uma escolha pré-temporal e incondicional dos indivíduos que Ele haveria de Salvar (Atos 13.48; Romanos 8.27-30; 9; Efésios 1), mas esses escolhidos precisam responder por meio da fé em Jesus (Efésios 2.8).

Cremos que a redenção foi estendida a todos os homens no que diz respeito ao pagamento pelo preço do pecado (2 Pedro 2.1), mas que é eficaz apenas para os eleitos (Isaias 53.11; 1 Timóteo 4.10).

Cremos que a Igreja é o corpo e a noiva de Cristo (Cl 1.18) e a comunidade dos eleitos (1 Coríntios 12.12-13) espalhada por todo o mundo. Cremos que, como organização, é a comunidade de salvos reunidos em um local determinado com o propósito de observar as doutrinas bíblicas, as ordenanças de Cristo e a disciplina eclesiástica (Atos 2.41-42).

Cremos que Jesus Cristo instituiu duas ordenanças para sua Igreja:

  • A Ceia do Senhor (1 Coríntios 11.23-26) como memorial, quando cada crente têm a oportunidade de relembrar o sacrifício de Cristo, anunciar a sua vinda e auto-avaliar-se;
  • O Batismo (Mateus 28.19) como identificação com a mensagem de Cristo e confissão pública de fé.

Cremos na ressurreição dos mortos que subirão ao céu com seus corpos glorificados (1 Tessalonicenses 4.16;1Co 15.20-23), no arrebatamento da Igreja (1Tessalonicenses 4.17), na volta pessoal, visível e iminente de Jesus Cristo (Atos 1.11), para estabelecimento de um período de mil anos nos quais Cristo e sua Igreja reinarão na Terra (2 Samuel 7.10-16; Apocalipse 20.4), e no juízo final, quando os ímpios, Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20.11-15).