A Visão Bíblica da Igreja Multiplicadora

[Somos Uma Igreja Multiplicadora]

Pequenos Grupos em Atividade

DIA HORÁRIO LÍDER
Domingo
17h00 Izabel
Segunda
19h30 Sandro
Segunda
19h30 Vinicius
Terça
18h00 Clícia
Terça
20h00 Irineia
Quarta
19h30 Adélia
Quarta
19h30 Ivete
Quarta
19h30 Valdice
Quarta
20h00 Diego
Quarta
20h00 Valdecarlos
Sábado
15h00 Márcio e Tandara

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No livro de Atos dos Apóstolos encontramos os VALORES que levaram aquela Igreja à multiplicação, ainda que vivendo em tempos tão difíceis de perseguições e falta de recursos financeiros e tecnológicos, surpreendeu o mundo com tão grande crescimento. E dessa visão bíblica nasceu a visão “Igreja multiplicadora”, adotada pela Junta de Missões Nacionais e praticada por seus missionários espalhados por este imenso país, onde vivem pessoas de culturas tão distintas mas com uma necessidade em comum – a salvação de suas almas.

ORAÇÃO: A Igreja descrita no livro de Atos praticava a oração em todas as circunstâncias. Aqueles cristãos oravam na alegria e na dor; oravam enquanto livres e oravam nos períodos de perseguições; e a oração tornou-se uma estratégia para todas as atividades que realizavam desde o início de sua existência e por isso a encontramos orando já no início, enquanto aguardavam a vinda do Espírito Santo. “E, unidos, todos se dedicavam à oração, juntamente com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” Atos 1.14. E continuaram durante toda caminhada em oração “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” Atos 2.42. E assim, ficamos impressionados ao descobrir que esta Igreja priorizava a oração e que por vinte e nove vezes a encontramos orando, conforme as referencias bíblicas a seguir (Atos 1.13-14, 24; 2.42; 3.1; 4.24-31; 6.4 e 6; 7.59 e 60; 8.15-17 e 24; 9.11 e 40; 10.2, 9 e 30-31; 11.5; 12.5 e 12; 13.3; 14.23; 16.13, 16 e 25; 20.36; 21.5; 22.17; 27.29 e 35).

EVANGELIZAÇÃO: O apóstolo Paulo entendeu a importância da semeadura abundante da palavra de Deus e escreveu: “Mas digo isto: quem pouco semeia, pouco também colherá; quem semeia com generosidade, também colherá generosamente” II Cor. 9.6. E se tornou um dos maiores exemplos na pregação do evangelho de Jesus Cristo e podia dizer com toda coragem e força de seus pulmões “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do Judeu e também do Grego” Rom. 1.16. Não podemos pensar no crescimento e multiplicação da Igreja de Atos sem considerar seu trabalho incansável na evangelização, que era praticado por todos seus membros e não apenas os apóstolos e líderes. Pregar o evangelho era responsabilidade de cada cristão no primeiro século, e, essa atividade tornou-se um estilo de vida. Encontramos no livro sessenta e duas referencias à evangelização, conforme selecionadas abaixo. (Atos 1.8; 2.14-21, 38-41; 3.6, 11-19; 4.1-12, 29-31, 33; 5.21, 25, 30-31, 42; 6.7; 7.1-58; 8.4-5, 21-22, 25, 26-38, 40; 9.20, 42-43; 10.22, 33-43; 11.19, 20; 13.5, 7, 12, 38-39, 44-48; 14.1, 6-7, 21-22, 25; 15.35; 16.10, 13-14, 30-32; 17.2-3, 12-13, 17, 19-22; 18.4-5, 8, 28; 19.8, 10, 17-18; 20.2-3, 7, 20; 21.8; 22.15-16, 21; 23.11; 24.14-16, 24; 26.20-21, 27-28; 27.25; 28.23, 31). A missão de cada crente é semear abundantemente o evangelho de Jesus Cristo e poderá fazê-lo através do filme Jesus, pequenos grupos para estudos bíblicos nos lares ou escolas, narração de histórias bíblicas, evangelismo pessoal, programas de rádio, música e teatro.

COMPAIXÃO: Ações de compaixão fizeram com que a Igreja de Atos se tornasse relevante na comunidade. Aquela Igreja orava e testemunhava de Jesus às pessoas, mas tinha um coração compassivo, à semelhança do Mestre, que via as pessoas, como gente e também via suas necessidades de alimento, cura, libertação, operando muitos milagres no meio do povo. Para conhecer as pessoas precisamos andar no meio delas, como Jesus e os apóstolos fizeram. Jesus ofereceu àquelas pessoas a satisfação de suas necessidades. Encontramos nesse livro vinte oito ações de compaixão praticadas pela Igreja de Jesus naqueles primeiros anos de sua existência, conforme seleção a seguir. (Atos 2.44-46; 3.3-8; 4.34-37; 5.1-2 e 14-16; 6.1-2; 8.2, 7-8; 9.8, 32-34 e 36; 10.2, 23; 11.29-30; 14.8-10; 16.16-18 e 33-34; 19.12-13; 20.10 e 34-35; 22.12-13; 23.10 e 24; 27.3 e 43; 28.3, 8, 9 e 14). Percebe-se que esta Igreja, ainda na tenra idade, sabia que o ministério a desenvolver deveria ser integral. Seu cuidado com as pessoas fez com que caísse na graça de todo o povo.

DISCIPULADO: Este é um dos assuntos mais importantes de toda Bíblia. O discipulado é a única estratégia capaz de alcançar o mundo e Jesus a apresentou a dois mil anos atrás, na grande comissão: “Toda autoridade me foi concedida no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” Mat. 28.18-20. Fazer discípulos é completar a obra, e deveria ser, portanto, nosso principal trabalho. Discipulado é mais do que ter um grupo de pessoas no culto, ou em uma sala estudando um livro, é treinar os novos crentes para que deem continuidade à obra de evangelização do mundo. No livro de Atos encontramos trinta e duas referencias ao discipulado/ensino dos novos discípulos (Atos 2.42-47; 5.25 e 42; 8.12-13 e 31-38; 9.10, 19 e 26-27; 11.23-24; 12.25; 13.43; 14.21-22 e 28; 15.32, 35, 36 e 41; 16.4, 15, 33 e 40; 17.2; 18.11, 23 e 27; 19.8-9; 20.2-3, 18-20, 24, 31 e 35; 28.31). Entendemos que o verdadeiro discípulo se multiplica através do discipulado de outras pessoas.

FORMAÇÃO DE LÍDERES: Não podemos pensar na multiplicação de crentes e Igrejas sem a multiplicação de líderes. O líder deve se assegurar de que os discípulos estejam sendo treinados adequadamente e que estejam investindo nos novos crentes através de um programa de discipulado imediato; mas também observar aqueles que se destacam com perfil de liderança ou líderes em potencial e treiná-los para a plantação e multiplicação de Igrejas. Em Atos encontramos treze referencias para a formação de novos líderes conforme segue abaixo (Atos 1.26; 6.3; 11.25-26; 12.25; 13.1, 5; 15.37-40; 16.1; 18.24- 25; 19.10, 22; 20.3-4; 21.8).

MULTIPLICAÇÃO: O líder que deseja ver sua igreja crescendo e se multiplicando continuamente, ele mesmo, precisa ser um agente multiplicador, pois a multiplicação dos crentes e igrejas é a melhor maneira de se assegurar que todas as pessoas do grupo-alvo terão a oportunidade de ouvir o evangelho. Para evangelizar e discipular cada pessoa em solo brasileiro, é necessário que cada cristão assuma seu ministério sacerdotal, pois, biblicamente, cada crente é um ministro. No livro de Atos encontramos dezoito referencias à multiplicação, (Atos 1.15; 2.41 e 47; 4.4; 5.14; 6.1; 9.31; 11.21; 12.24; 13.49; 14.1; 16.5; 17.4, 12 e 34; 19.20; 21.20; 28.31). O que nos motiva é a ação da Igreja, que independentemente da presença dos apóstolos, se multiplicava, Atos 8.1.